terça-feira, 15 de março de 2011

Acidentes nucleares históricos

Sem sombra de dúvidas, com base no número de mortes e as sequelas deixadas pelo contato direto ou indireto com material radioativo, os acidentes nucleares são os piores. Esse tipo de acidente pode matar milhares de pessoas de uma só vez ou no decorrer de anos posteriores a um vazamento de lixo nuclear.
Na história, temos relatos de dois grandes acidentes nucleares, um nos Estados Unidos e outro na Ucrânia. Ambos tiveram grande repercussão em virtude do número de vítimas.
Nos Estados Unidos, mais precisamente na Pensilvânia, na central nuclear de Three Mile Island, ocorreu um grave acidente no ano de 1979. Em decorrência de um erro operacional e falha do equipamento, o núcleo do reator se resfriou. A consequência veio na forma de uma fusão parcial e vazão de pequena quantidade de gás radioativo. Esse acidente não fez vítimas.
Infelizmente, em Chernobyl, na Ucrânia, outro acidente nuclear fez inúmeras vítimas, ocorrido em 1986. Desta vez, o núcleo do reator se rompeu em virtude de um superaquecimento, e imagine só o resultado!
Duas explosões e um incêndio de grandes proporções. Os resíduos nucleares (na forma de fumaça) espalharam-se pela Ásia e Europa. A área ficou tomada de material radioativo, e os habitantes já sentiram de imediato as consequências. Algumas pessoas vieram a óbito e outras ficaram com sequelas, uma delas é o câncer de tireoide que, após o acidente, teve um aumento significativo na região.
Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Energia Nuclear no Brasil

No Brasil encontramos a energia nuclear produzida de forma diferente, em vez de Urânio 235 sendo usado no processo, temos também o Urânio 238. Estes dois isótopos do elemento Urânio se diferenciam em suas propriedades, uma vez que o Urânio 235 pode sofrer fissão nuclear e ser usado como combustível nuclear e seu isótopo não.

O Urânio na forma mineral, ou seja, extraído do minério, pode ser encontrado em solos brasileiros, ele se apresenta como um sal amarelo e ficou conhecido como “yellow cake”. O problema deste mineral é que sua composição é de 99,3 % de Urânio 238 e somente 0,7% de Urânio 235. Sendo assim, para utilizar este minério na
produção da Energia Nuclear é preciso modificá-lo, veja o processo usado para esta finalidade:

1. Primeiro é preciso
transformar o urânio extraído do mineral em um gás, o hexafluoreto de urânio (UF6);
2. Em seguida este gás é convertido em pó de urânio: UO2;
3. O pó obtido passa por vários processos até o
produto final: pastilhas com combustível nuclear no tamanho de 1 cm.

O procedimento demonstrado acima permite enriquecer o mineral aumentando a porcentagem de Urânio 235.
Para se ter uma idéia do potencial das pastilhas compostas de dióxido de Urânio, apenas duas pastilhas gera energia suficiente para abastecer uma casa durante um mês.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Química Nuclear

Química nuclear é a área da química que lida com materiais utilizados para fins nucleares, como o Urânio, e dá origem às reações nucleares que se tornaram mais conhecidas na humanidade durante a Segunda Guerra Mundial, com as explosões das bombas atômicas. A partir desses acontecimentos, reações nucleares são sempre motivos de destaque nos jornais, por estarem sempre envolvidas em guerras, contaminações e em grandes desastres. Mas não é só para prejudicar o homem que a Química Nuclear existe, ela também traz benefícios como a utilização para gerar energia substituinte à energia gerada por hidrelétricas, e tem aplicação na medicina, na agronomia, nas indústrias, etc.

A energia nuclear está no núcleo dos átomos, nas forças que mantêm unidos os seus componentes – as partículas subatômicas. É libertada sob a forma de calor e energia eletromagnética pelas reações nucleares e explosões nucleares.

Na medicina, ela é utilizada no tratamento de tumores cancerosos, na indústria a radioatividade é utilizada para obter energia nuclear e na ciência tem a finalidade de promover o estudo da organização atômica e molecular de outros elementos.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Simulado ENEM

Para quem quer arrebentar no ENEM, segue link com simulado do Enem

http://www.vestibular.brasilescola.com/enem/simulado/

Usina Nuclear

Qual é a reação química que permite o funcionamento de uma Usina Nuclear? E como essa usina gera energia? Uma única resposta para estas duas perguntas: Fissão Nuclear.

Cientistas ao longo da história fizeram experimentos envolvendo o Urânio e constataram que ao lançar nêutrons nos átomos deste elemento, o mesmo se subdividia e gerava outras espécies radioativas. E é com base nestes estudos que concluíram se tratar de uma Fissão Nuclear esta divisão de átomos.

A Fissão Nuclear libera grande quantidade de energia, e foi identificada somente no isótopo 235 do Urânio, e é com base nesta reação química que funciona as Usinas Nucleares. Como se sabe, estas reações são muito perigosas e nocivas ao homem, é por isso que existem os reatores nucleares.

Os reatores nucleares são dispositivos que controlam o processo de fissão, veja como as Usinas Nucleares produzem energia:

1. O processo de fissão gera energia;
2. A energia liberada proporciona a vaporização da água líquida;
3. O vapor de água faz girar uma turbina;
4. O movimento da turbina gera energia elétrica.

Um reator nuclear precisa estar cercado de material isolante, que pode ser grafite ou água, para controlar a velocidade de fissão e vazamento de material radioativo. Barras de grafite ou água têm o poder de absorver nêutrons livres.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Tsunami


Tsunami, denominação derivada do japonês que significa onda de porto, corresponde às ondas provocadas por deslocamento da crosta oceânica que empurra a massa de água para cima, além do deslocamento de terras e gelo ou impacto de um meteorito no mar.

Em geral, um Tsunami é formado a partir de anomalias que provocam deslocamentos de uma enorme massa de água como terremotos, deslocamentos de massa continental, erupções vulcânicas ou meteorito, esse fenômeno pode surgir sempre que ocorrer acidentes geológicos de forma repentina na superfície marinha, que faz deslizar de forma vertical a massa de água.

Grande parte dos Tsunamis ocorre no Oceano Pacífico, no entanto, nada impede que aconteça em qualquer lugar e hora.

Os Tsunamis são ondas gigantescas, existem estimativas de ondas com mais de 30 metros de altura e velocidade incrível de mil quilômetros por hora, a formação de grandes ondas ocorrem também a partir de terremotos continentais, um exemplo disso foi o Grande abalo sísmico do Chile, que resultou em mortes no Havaí, que, apesar da distância, foi atingido por ondas que migraram pelo Pacífico.

Esse fenômeno natural é um perigo real e em muitos casos é difícil de prever, quando acontece certamente produz uma grande destruição, além de inúmeras mortes, diante disso é de fundamental importância a dispersão em todos os oceanos de equipamentos e sondas para identificar possíveis abalos e assim evacuar áreas para que pelo menos vidas humanas sejam poupadas, uma vez que prejuízos financeiros são inevitáveis nesse caso.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Terremotos no Brasil

Os terremotos são fenômenos que podem ser causados por falhas geológicas, vulcanismos e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas. A maioria dos abalos sísmicos é provocada pela pressão aplicada em duas placas contrárias. Portanto, as regiões mais vulneráveis à ocorrência dos terremotos são aquelas próximas às bordas das placas tectônicas. Na América do Sul, os países mais atingidos por terremotos são, o Chile, Peru e Equador, pois essas nações estão localizadas numa zona de convergência entre as placas tectônicas de Nazca e a Sul-Americana.
O Brasil está situado no centro da placa Sul-Americana, no qual ela atinge até 200 quilômetros de espessura, e os sismos nessa localidade, raramente possuem magnitude e intensidade elevadas. No entanto, existe a ocorrência de terremotos no território brasileiro, causados por desgastes na placa tectônica, promovendo possíveis falhas geológicas. Essas falhas, causadoras de abalos sísmicos, estão presentes em todo o território nacional proporcionando terremotos de pequena magnitude, alguns deles, considerados imperceptíveis na superfície terrestre.
Segundo o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), no século XX, foram registradas mais de uma centena de terremotos no país, com magnitudes que atingiram até 6,6 graus na escala Richter. Porém, a maior parte destes abalos não ultrapassou a 4 graus.
Em 1955, no Mato Grosso, foi detectado um terremoto de 6,6 graus na escala Richter. Nesse mesmo ano, o Espírito Santo foi atingido por um abalo sísmico de 6,3 graus e no Ceará, foi registrado um terremoto de 5,2 graus na escala Richter, em 1980.
O estado do Amazonas, em 1983, sofreu com um terremoto de 5,5 graus, entretanto, pelo fato de esses terremotos terem atingido áreas com pouca concentração populacional, não houve danos materiais e nem vítimas.
João Câmara, município do Rio Grande do Norte e habitado por 31.518 pessoas, foi atingido por uma série de terremotos na década de 1980. O mais grave deles ocorreu no dia 30 de novembro de 1986, no qual a cidade tremeu com um abalo sísmico de 5,1 graus na escala Richter, provocando a destruição de 4 mil imóveis.
Em Minas Gerais, no município de Itacarambi, um terremoto de 4,9 graus promoveu um tremor que durou aproximadamente 20 segundos, tempo suficiente para derrubar 6 casas e abalar a estrutura de outras 60 residências. Nessa ocasião, uma criança de cinco anos morreu soterrada nos escombros de uma das casas atingidas.
O último grande terremoto registrado no Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 2008. Um tremor de 5,2 graus foi sentido nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, embora não tenha sido registrado nenhum desabamento, nem tão pouco a ocorrência de vítimas.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Terremotos

Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.

A maioria dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.

Calcula-se que 10% ou menos da energia de um sismo se reproduz por ondas sísmicas. Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.

As conseqüências de um terremoto são:
• Vibração do solo,
• Abertura de falhas,
• Deslizamento de terra,
• Tsunamis,
• Mudanças na rotação da Terra.

Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.

Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola