sábado, 30 de abril de 2011

Cinética

Cinética
A cinética é à parte da química que estuda as velocidades das reações onde,com o aumento da temperatura se aumenta a velocidade.                                                                                                     
Existem fatores que influenciam na velocidade como “temperatura”, “superfície” e “concentração de reagentes”.

Velocidade de uma reação

A velocidade de uma reação é a variação da concentração dos reagentes pela variação de uma unidade de tempo. As velocidades das reações químicas geralmente são expressas em molaridade por segundo (M/s).
A velocidade média de formação de um produto de uma reação é dado por:
Vm = variação da concentração do produto / variação do tempo
A velocidade da reação decresce com o tempo. A velocidade de formação do produto é igual a velocidade de consumo do reagente.:
Velocidade da reação = variação da concentração dos reagentes / variação do tempo
A velocidade das reações química pode ocorrer em escalas de tempo muito amplas. Por exemplo, uma explosão pode ocorrer em menos de um segundo, a cocção de um alimento pode levar minutos ou horas, a corrosão pode levar anos, e a erosão de uma rocha pode ocorrer em milhares ou milhões de anos.

Fatores que influenciam na velocidade da reação:

  • Superfície de contato: Quanto maior a superfície de contato, maior será a velocidade da reação.
  • Temperatura: Quanto maior a temperatura, maior será a velocidade da reação.
  • Concentração dos reagentes: Aumentando a concentração dos reagentes, aumentará a velocidade da reação.

Numa reação química, a etapa mais lenta é a que determina sua velocidade. Observe o exemplo a seguir: O peróxido de hidrogênio reagindo com íons iodeto, formando água e oxigênio gasoso.

I - H2O2 + I- ------> H2O + IO- (Lenta)
II - H2O2 + IO- ------> H2O + O2 + I- (Rápida)
Equação simplificada: 2 H2O2 ------> 2 H2O + O2.
A equação simplificada corresponde a soma das equações I e II. Como a etapa I é a etapa lenta, para aumentar a velocidade da reação, deve-se atuar nela. Tanto para aumentar ou diminuir a velocidade da reação, a etapa II (rápida) não vai influir; sendo a etapa I a mais importante.

A lei de Guldberg-Waage:

Considere a seguinte reação: a A + b B ----------> c C + d D
Segundo a lei de Guldberg-Waage; V = k [A]a [B]b.
Onde:
  • V = velocidade da reação;
  • [ ] = concentração da substância em mol / L;
  • k = constante da velocidade específica para cada temperatura.

A ordem de uma reação é a soma dos expoentes das concentrações da equação da velocidade. Utilizando a equação anterior, calculamos a ordem de tal reação pela soma de (a + b).


Teoria da colisão

Pela teoria da colisão, para haver reação é necessário que:
  • as moléculas dos reagentes colidam entre si;
  • a colisão ocorra com geometria favorável à formação do complexo ativado;
  • a energia das moléculas que colidem entre si seja igual ou superior à energia de ativação.
Colisão efetiva ou eficaz é aquela que resulta em reação, isto é, que está de acordo com as duas últimas condições da teoria da colisão. O número de colisões efetivas ou eficazes é muito pequeno comparado ao número total de colisões que ocorrem entre as moléculas dos reagentes.
Quanto menor for a energia de ativação de uma reação, maior será sua velocidade.
Uma elevação da temperatura aumenta a velocidade de uma reação porque aumenta o número de moléculas dos reagentes com energia superior à de ativação.
Regra de van't Hoff - Uma elevação de 10°C duplica a velocidade de uma reação.
Esta é uma regra aproximada e muito limitada.
O aumento da concentração dos reagentes aumenta a velocidade da reação.
Energia de ativação:
É a energia mínima necessária para que os reagentes possam se transformar em produtos. Quanto maior a energia de ativação, menor será a velocidade da reação.
Ao atingir a energia de ativação, é formado o complexo ativado. O complexo ativado possui entalpia maior que a dos reagentes e dos produtos, sendo bastante instável; com isso, o complexo é desfeito e dá origem aos produtos da reação. Observe o gráfico:
Onde:
Cinética química

C.A.= Complexo ativado.

Eat. = Energia de ativação.

Hr. = Entalpia dos reagentes.

Hp. = Entalpia dos produtos.

DH = Variação de entalpia.


Catalisador:

O catalisador é uma substância que aumenta a velocidade da reação, sem ser consumida durante tal processo.
A principal função do catalisador é diminuir a energia de ativação, facilitando a transformação de reagentes em produtos. Observe o gráfico que demonstra uma reação com e sem catalisador:
Cinética Química
Inibidor: é uma substância que retarda a velocidade da reação.
Veneno: é uma substância que anula o efeito de um catalisador.
A ação do catalisador é abaixar a energia de ativação, possibilitando um novo caminho para a reação. O abaixamento da energia de ativação é que determina o aumento da velocidade da reação.
  • Catálise homogênea - Catalisador e reagentes constituem uma só fase.
  • Catálise heterogênea - Catalisador e reagentes constituem duas ou mais fases (sistema polifásico ou mistura heterogênea).
 
Enzima
Enzima é uma proteína que atua como catalisador em reações biológicas. Caracteriza-se pela sua ação específica e pela sua grande atividade catalítica. Apresenta uma temperatura ótima, geralmente ao redor de 37°C, na qual tem o máximo de atividade catalítica.
Promotor de reação ou ativador de catalisador é uma substância que ativa o catalisador, mais isoladamente não tem ação catalítica na reação.
Veneno de catalisador ou inibidor é uma substância que diminui e até destrói a ação do catalisador, sem tomar parte na reação.

Autocatálise
Autocatálise - Quando um dos produtos da reação atua como catalisador. No início, a reação é lenta e, à medida que o catalisador (produto) vai se formando, sua velocidade vai aumentando.

Conclusão
Na cinética estuda-se a velocidade das reações químicas.
As velocidades das reações químicas são expressas por M/s “molaridade por segundo”.
Quanto maior for a temperatura, maior será a velocidade, existindo fatores que influenciam nessa velocidade, como “superfície”, “temperatura” e “concentração dos reagentes”, onde, quanto maior for a superfície de contato maior será a velocidade de reação, quanto maior a temperatura maior será  a velocidade de reação, quanto maior for a concentração dos reagentes maior será a velocidade de reação.
“lei de Guldberg-Waage”  lei onde a ordem de uma reação é a soma dos expoentes das concentrações da equação da velocidade
Existe uma energia mínima para que os reagentes se transformem em produto, essa “energia mínima”  da se o nome de “energia de ativação”, quanto maior for a energia de ativação, menor será a velocidade da reação.
Para diminuir essa “energia de ativação” pode-se usar um catalisador que facilita a transformação de reagentes em produtos.

Cinética Quimica

http://www.lce.esalq.usp.br/arquimedes/Atividade09.pdf

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Entenda o acidente nuclear em Fukushima, no Japão

O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e o tsunami que abalaram o Japão na madrugada do último dia 11 de março (horário de Brasília) provocaram danos na usina nuclear de Fukushima, localizada na região nordeste da ilha. Vazamentos radioativos foram registrados e um iminente desastre nuclear mobilizou a comunidade internacional.

No momento do terremoto, 11 usinas localizadas na região entraram em processo de desligamento. Como parte do procedimento, os reatores precisam ser resfriados, uma vez que a fissão nuclear permanece ocorrendo mesmo após a interrupção na geração da energia. Cerca de uma hora depois do tremor, a usina de Fukushima foi atingida pelo tsunami. O sistema de resfriamento foi avariado e os técnicos japoneses passaram a adotaram medidas alternativas, como a injeção de água do mar nos reatores. Mesmo assim, três explosões se sucederam, a última delas na manhã da segunda-feira (14).

Segundo informações do governo japonês, houve vazamento radioativo, mas os reatores estão preservados. Os níveis de radiação no entorno da usina superaram em oito vezes o limite de segurança, forçando a evacuação da população em um raio de 20 km ao redor da usina (Saiba quais os efeitos da radiação sobre o corpo humano).

Segundo Laércio Vinhas, diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear, da Comissão Nacional de Energia Nuclear brasileira, as medidas tomadas pelo governo japonês estão de acordo com o manual de operações para crises em usinas.

Em Fukushima, explica o especialista, as explosões ocorreram quando a água usada para o resfriamento se tornou vapor de alta temperatura – liberando hidrogênio, altamente inflamável. Ainda que o reator seja danificado, Vinhas acredita que o acidente não deverá atingir grande magnitude. “Ainda sabemos pouco sobre a dimensão dos acontecimentos.
Mas mesmo com o núcleo exposto, a estrutura da usina japonesa tem capacidade para evitar uma exposição exagerada. Caso isso ocorra, as consequências serão bem locais”, afirma.

Vinhas afirma que não é possível comparar o acidente de Fukushima ao ocorrido em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. "Naquele caso, as estruturas eram defasadas. E o acidente aconteceu com o reator em funcionamento", explica o diretor. O evento do Japão é mais parecido com o acidente na usina Three Mile Island, em 1979, nos Estados Unidos”, avalia Vinhas.

Na ocasião, em TMI, não houve vítimas nem vazamento de radiação para além dos limites da usina. No entanto, no Japão, com o acidente ainda fora de controle e dificuldade das autoridade em mensurar seus efeitos, os estragos podem ser maiores.

domingo, 17 de abril de 2011

Questões de Química 3 ano - Honório

Pessoal segue link com questões sobre a matéria que vai cair na prova

http://www.agamenonquimica.com/docs/exercicios/organica/exe_funcao_hidrocarboneto.pdf

Questões de Química 2 ano - Honório

Pessoal segue link com questões sobre a matéria que vai cair na prova  http://www.agamenonquimica.com/docs/exercicios/fisico/exe_propriedades_coligativas.pdf

Questões de Química 1 ano - Honório

Pessoal segue link com questões sobre a matéria que vai cair na prova http://www.agamenonquimica.com/docs/exercicios/geral/exe_atomistica.pdf

RESUMO PROVA 2 ano, Honório - Imprimem e estudem

Propriedades coligativas são propriedades de uma solução que dependem da concentração de partículas do soluto e não da sua natureza .
Cada uma dessas propriedades depende da diminuição da tendência de escape das moléculas do solvente pela adição das partículas do soluto.
As propriedades coligativas incluem o abaixamento da pressão do vapor, elevação do ponto de ebulição, abaixamento do ponto de congelação e pressão osmótica.
PRESSÃO DE VAPOR DE UM LÍQUIDO PURO
Um recipiente contendo água líquida, depois de algum tempo evapora, ao fecharmos o recipiente , a evaporação não ocorrerá com a mesma intensidade. Agora a fase líquida estará em permanente contato com a fase vapor. Nesse momento o líquido está em equilíbrio dinâmico com o vapor .
Aqui o vapor exerce sobre o líquido a pressão máxima de vapor (maior pressão possível)
Pressão máxima de vapor de um líquido é a pressão que seu vapor exerce, num recipiente fechado, quando está em equilíbrio com o líquido, a uma certa temperatura .
Quanto maior a temperatura, maior a pressão de vapor de uma substância.
Quanto mais volátil de uma substância maior é a sua pressão de vapor, a uma mesma temperatura, líquidos mais voláteis têm maior pressão de vapor, ou seja, entram em ebulição antes.
Maior pressão de vapor implica atingir o ponto de ebulição mais rápido
(PONTO DE EBULIÇÃO MENOR)
Líquidos diferentes possuem pressões de vapor diferentes, consequência das maiores ou menores forças de atração entre as moléculas dos líquidos.
Temperatura de ebulição (também chamada de ponto de ebulição) é aquela na qual a pressão de vapor de um líquido é igual à pressão externa exercida sobre o líquido.
Quanto maior a pressão externa , maior a temperatura de ebulição
Locais situados ao nível do mar, têm pressão atmosférica maior e a temperatura de ebulição é maior do que em locais com maior altitude em onde a pressão atmosférica é menor. Assim o tempo de cozimento dos alimentos aumenta quando a pressão externa diminui.
Adotou-se como pressão normal : 760 mmHg ou 1 atm.
 PRESSÃO DE VAPOR DOS SÓLIDOS
A maioria dos sólidos, possui pressão de vapor praticamente nula.
Sólidos como naftalina e iodo apresentam pressão de vapor alta, ambos sólidos sublimam, passam do estado sólido para o vapor.
Nesta sublimação também ocorre um equilíbrio dinâmico entre o sólido e o vapor, existindo nesse momento a pressão máxima de vapor.
A temperatura de fusão (também chamada ponto de fusão) de uma substância é aquela em que pressão de vapor do sólido é igual a do líquido. A temperatura de fusão é sempre igual à de solidificação (também chamada temperatura de congelamento ).
O ponto de fusão sofre uma variação muito pequena com a pressão externa, para a maioria das substâncias sólidas, um grande aumento na pressão provoca um pequeno aumento na temperatura de fusão.
 

EBULIOSCOPIA

Como vimos um líquido ferve à temperatura na qual sua pressão de vapor é igual à pressão atmosférica.

Caso seja necessário reduzir a temperatura de ebulição de um liquido , basta diminuir a pressão exercida sobre ele.
Ao se adicionar um soluto ( não volátil e molecular) à água pura, a temperatura de ebulição do solvente na solução aumenta.
 TONOSCOPIA:
Como vimos a pressão de vapor aumenta com o aumento da temperatura. Quando a pressão de vapor se iguala a pressão atmosférica , o líquido entra em ebulição.
Quanto mais volátil o líquido, maior será sua pressão de vapor, assim a pressão de vapor de um líquido indica sua volatilidade.
A pressão de vapor de uma solução a cada temperatura diminui como resultado da presença de um soluto e assim é necessário aquecer a solução a uma temperatura mais alta, a fim de alcançar seu ponto de ebulição
Ou seja, ao adicionar soluto à solução a temperatura de ebulição diminui.
  ABAIXAMENTO DO PONTO DE CONGELAMENTO
CRIOSCOPIA
A Temperatura de início de congelamento do solvente de uma solução É SEMPRE MENOR que a temperatura de início de congelamento do solvente puro. Uma utilidade prática do abaixamento da temperatura de congelamento é a utilização de água e etilenoglicol no radiador de carros de países de clima frio, a mistura pode baixar a temperatura até -35° C, utilizando água pura a temperatura mínima seria de 0°C. A água dos oceanos, é uma solução que contém diversos solutos , dentre os quais o cloreto de sódio. Rios e lagos de água doce também possuem solutos, mas em bem menor concentração . A temperatura de início de congelamento das águas dos oceanos É MENOR que a temperatura de início de congelamento das águas de rios e lagos, mas POR QUE ? Como vimos a temperatura de início de congelamento de qualquer solução é sempre menor que a temperatura de início de congelamento do solvente puro e QUANTO MAIOR A CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO, MENOR SUA TEMPERATURA DE INÍCIO DE CONGELAMENTO.
Uma utilidade prática do abaixamento da temperatura de congelamento é a utilização de água e etilenoglicol no radiador de carros de países de clima frio, a mistura pode baixar a temperatura até –35° C.
 PRESSÃO OSMÓTICA
 
Dois líquidos podem aparecer separados por uma membrana semipermeável.

Uma membrana semipermeável é uma barreira fina que permite a passagem de certas espécies atômicas, mas de outras não. Neste caso, ela permite a passagem de moléculas do solvente em ambas as direções, mas é impermeável para partículas de soluto )
OSMOSE
Fenômeno que permite a passagem do solvente do meio mais diluído para o meio mais concentrado através de uma membrana permeável é denominado osmose.
Assim, para ocorrer osmose, as concentrações das partículas de soluto devem ser diferentes nos dois líquidos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

COMO DESENHAR ORGANISMOS OU ESTRUTURAS

Estudantes freqüentemente registram suas observações por meio de esquemas de organismos, portanto é importante que tenham ao menos noções básicas sobre como desenhar, a exemplo das que seguem abaixo, retiradas principalmente de Boolootian & Heyneman ( 1969).
• Decida precisamente o que vai mostrar. Selecione o animal ou uma parte representativa do mesmo.
• Selecione a escala ou aumento apropriado e faça seus esquemas suficientemente grandes e claros, de preferência no centro da página.
• Divida seu papel em quadrantes usando linhas leves e interrompidas. Com o auxílio dessas divisões, delineie, do mesmo modo, o contorno do objeto a fim de representar a simetria apropriada.
• Substitua as linhas interrompidas de seu esquema, por outras inteiras e firmes e represente os detalhes estruturais importantes. Não sombrei, nem, queira dar um "toque artístico".
• Preencha os detalhes, mas não além do necessário. Se seu espécime tem simetria bilateral, os detalhes de um lado são suficientes, enquanto na simetria radial, os detalhes podem ser restritos a um pequeno setor.
• Coloque as legendas nas margens e ligue-as, com linhas sólidas, ao objeto ou estruturas, de modo que as linhas nunca se cruzem.
• Complete o desenho com um título abaixo do mesmo, indicando o aumento, a vista ou ângulo ilustrado e outros detalhes pertinentes . Limite os detalhes e as legendas ao espécime que voce observou. Quando outras informações são adicionadas, a fonte de consulta precisa ser citada.
• A classificação completa do organismo pode ser colocada no canto superior da página.
*N.B. Limite os detalhes e as legendas ao espécime que você observou. Quando outras informações são adicionadas, a fonte de consulta deve ser citada.

Referência bibliográfica
Boolootian & Heyneman. An ilustrated laboratory text in zoology. 2 ed. Holt, R. e W. Inc. 1969.

ROTEIRO DE PRÁTICA: BUSCANDO INFORMAÇÃO BIBLIOGRÁFICA - Téc Análises Clínicas - CEDUP

ROTEIRO DE PRÁTICA: BUSCANDO INFORMAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
BRUNO COSME & SOLANGE PEIXINHO

INTRODUÇÃO
Aprender é um trabalho cotidiano que exige não apenas muito interesse, mas sobretudo disponibilidade de tempo, pois a quantidade e a velocidade de informação científica é na atualidade absolutamente espantosa. Disto surge a necessidade de utilizar os mecanismos de busca de informação específica, seja diretamente em catálogos disponíveis em bibliotecas, seja utilizando mecanismos localizadores da internet.É bom ter em mente que nenhum dos sistemas aqui apresentados é completo.
Nesta aula, vamos centrar na busca de informação pela internet, principalmente pelos seguintes mecanismos: WEB OF SCIENCE e PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES. Contudo, apresentamos além destes, a caracterização de outros mecanismos de busca científica, antes de iniciarmos a prática propriamente dita. Esta consistirá basicamente de (1) utilização de um mecanismo geral de busca, tipo METAMINER ou GOOGLE ( www.google.com.br ) (2) visita à base de dados disponível na página da UFBA, (3) utilização de métodos de busca específicos, (4) visitas a alguns sites interessantes para a disciplina em tela e finalmente (5) sugestão de visitas a bibliotecas reais.
CARACTERIZAÇÃO DE MECANISMOS DE BUSCA ESPECÍFICOS
• SCIELO ( www.scielo.br ) : biblioteca eletrônica brasileira, gratuita, onde é possível acessar a base de dados e obter textos completos de artigos, inclusive em português e espanhol, através de índices de autor e de assunto. Os artigos com extensão PDF (em qualquer ferramenta de busca) requer o programa ADOBE ACROBAT READER (www.superdownloads.com.br).
• BIREME : site de acesso oficial no Brasil (http://www.bireme.br) que, privilegia as informações relacionadas às Ciências da Saúde. O acesso é pago, com senha, que pode ser registrada via Internet e as separatas de artigos selecionados podem ser obtidas a baixo custo.
• WEB OF SCIENCE ( www.periodicos.capes.gov.br ; clicar na primeira coluna ``a esquerda em "web of science") : grande base de dados em todas as áreas do conhecimento, gratuita, com resumos, referências e endereços dos autores. Seu acesso é restrito às instituições de ensino superior e pesquisa conveniadas à FAPESP- CAPES.
• PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES ( www.periodicos.capes.gov.br ) : este Portal oferece acesso aos textos completos de artigos em mais de 1800 revistas nacionais e internacionais e a onze bases de dados (por exemplo BIOSIS) com referências e resumos de documentos, em todas as áreas do conhecimento. O acesso, gratuito, é feito a partir de qualquer terminal ligado à internet, através das instituições participantes.
• INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT): como o Portal da Capes, neste site referências bibliográficas completa, nacionais ou estrangeiras, também podem ser localizadas nas bibliotecas brasileiras. O acesso é gratuito no seguinte endereço - www.ibict.com.br
• CURRENT CONTENTS: disponível, mediante consulta, nos laboratórios de bioquímica do ICS ( UFBA) e da Escola de Medicina e Saúde Pública; pela base de dados é possível fazer uma pesquisa bibliográfica e obter qualquer artigo mediante solicitação direta aos autores.
OBJETIVO:
1. Treinar os alunos na exploração adequada de recursos de informação na internet.
MATERIAL DE ESTUDO:
• Sites : gerais e específicos
MATERIAL DE APOIO:
• Computador conectado à internet
PROCEDIMENTO:
PARTE A: sites gerais
1. Abra o internet explorer e na barra de endereço digite a URL www.metaminer.com.br ou Google
2. No campo indicado digite a palavra “esponja”
Reflexão: o resultado da pesquisa refere-se apenas aos animais denominados esponjas?
3. Faça nova busca digitando “esponjas marinhas”, marcando a opção “todas as palavras”.
PARTE B: sites específicos
1. Na barra de endereço digite a URL www.ufba.br e clique em “acervo bibliográfico”
2. Note à sua esquerda as vias de acesso (por exemplo, por sobrenome de autores)
Questão: quantas referências você obteve com a palavra “cnidaria”
3. Entre na página de Zoologia I ( www.ufba.br/~zoo1 ) , vá ao “sites de busca” e clique em WEB OF SCIENCE. No topo da página aberta clique na seta que aponta para baixo, escolha ISI Web of science e clique em Go.
4. Clique sobre o logotipo no topo da página, em seguida no botão “EASY SEARCH”; marque a opção “SCIENCE CITATION...” e escolha “TOPIC”.
5. No campo escreva “protistan AND evolution”, para obter referências que contenham informações sobre protistas e evolução.
6. Escolha a referência intitulada “The origin of protistan symbionts in termites and cockroaches:A phylogenetic perspective “ de Grandcolas P, Deleporte P., consulte o resumo ( “abstract”) e destaque as informações adicionais nesta página.
7. Anote o (s) endereço (s) dos autores e a referência bibliográfica completa, pois assim é possível solicitar o artigo diretamente aos mesmos.
8. Para obter cópia do artigo via on line, siga essas instruções: na barra de endereço digite www.periodicos.capes.br e na coluna à sua esquerda clique em “pesquisa por título”; encontre o periódico do artigo citado no item 6.
9. Clique no nome do periódico, em seguida no ano , volume e número encontrados e localize o artigo indicado.
10. Na página principal do site www.ibict.com.br clique em CCN e no topo desta página clique em "base de dados"; na janela que aparece escreva, sem as aspas no quadro ao lado do item título, o título do artigo "The origin of protistan in termites and cockroaches: A phylogenetic perspective" ou qualquer outro que lhe interesse e espere o resultado.Caso exista no sistema, este dirá em que bilioteca(s) pode ser obtido.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
1. Escolha uma das seguintes palavras : porifera, cnidaria, ctenophora, phylogeny, metazoa e no WEB OF SCIENCE combine com a ligação AND ou OR com outra palavra de sua própria escolha (tipo “life-cycle” ”excretion”, etc), seguindo os passos de 3 a 5 acima.
2. Tente chegar à página de obtenção do artigo completo, seguindo os mesmos passos expressos nos itens de 6 a 9.
PARTE C: Visitas a sites interessantes
1. A partir da página de Zoologia I , clique em “links interessantes” e selecione o roteiro de sua visita.
PARTE D: recomendações
• Faça uma visita à Biblioteca da FIOCRUZ (Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz- CPqGM) situada na Rua Waldemar Falcão, 121, Brotas, Salvador. Tel.: 356-0129.
• Busque informação sobre o tema na biblioteca central (catálogos de busca, periódicos, etc)
• Informe-se também, junto à bibliotecária sobre outra forma, que pode ser alternativa ou complementar, de obtenção de artigo, completo denominada SISTEMA COMUT.
QUESTÕES:
1. Após visitar outras páginas de pesquisa bibliográfica – SCIELO e BIREME, compare com WEB OF SCIENCE e diga qual o melhor mecanismo.
2. Que tipo de dificuldade e/ou facilidade você encontrou na resolução do item 2 do exercício de fixação?
3. Compare resultados antagônicos com seu colega e expresse alguma conclusão.
4. Quais as possibilidades disponíveis na atualidade para a obtenção de artigos completos?

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
PENTEADO, P. Kit básico do pesquisador, um guia para a pesquisa bibliográfica na internet .www.ufba.br/~npgadm/eva/kitpesq.html. 2000.