segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ligações químicas - 1° ano

Uma ligação iônica ocorre quando um ou mais elétrons são transferidos da camada de valência (A última camada que contém elétrons) de um átomo para a camada de valência de outro. Se um átomo perde elétrons torna-se um íon positivo (cátion), enquanto o átomo que ganha elétrons torna-se negativamente carregado (ânion). A ligação iônica resulta da atração entre os íons com cargas opostas.
Tomando-se como exemplo a formação de cloreto de sódio, têm-se as equações termoquímicas dos ionizações:
  • Na (Sódio) possui 1 elétron na camada de valência (M).
  • Cl (Cloro) possui 7 elétrons na camada de valência (M).
  • Na doa seu elétrom (M=1) para Cl (M=7).
  • Na passa a ter 8 elétrons na camada L, ficando assim estável.
  • Cl passa a ter 8 elétrons na camada M, ficando também estável.
  • Na agora fica positivo por 'PERDER' um elétron.
  • Cl agora fica negativo por 'GANHAR' um elétron.

Observação

Ao contrário de que muitos pensam de, se está ganhando fica positivo, e se está perdendo negativo, está errado, no caso das Ligações Iônicas funciona como uma balança, quando ele perde algum peso (perder um elétrom) a balança levanta, ficando mais alta (ficando positivo), quando ele ganha um peso (ganhar um elétron) ele abaixa (ficando negativo).
Então, conclui-se que um gás de íons sódio e cloro totalmente separados tem energia mais alta que um gás de átomos de sódio e cloro, entretanto, devido à forte atração eletrostática, os íon se juntam para formar um sólido cristalino e sua atração mútua libera uma grande quantidade de energia: A ligação covalente é caracterizada pelo compartilhamento de um ou mais pares de elétrons entre átomos, causando uma atração mútua entre eles, que mantêm a molécula resultante unida. Átomos tendem a compartilhar elétrons de modo que suas camadas eletrônicas externas sejam preenchidas e eles adquiram uma distribuição eletrônica mais estável. A força dessas ligações é maior que a das interações intermoleculares e comparável à da ligação iônica.

Ligação Covalente

Ligações covalentes normalmente ocorrem entre átomos com eletronegatividades similares e altas (geralmente entre dois metais), dos quais remover completamente um elétron requer muita energia.
Esse tipo de ligação tende a ser mais forte que outros tipos de ligações, como a iônica. Ao contrário das ligações iônicas, nas quais os íons são mantidos unidos por atração coulômbica não direcional, ligações covalentes são altamente direcionais. Como resultado, Moléculas covalentemente ligadas tendem a formar-se em um número relativamente pequeno de formas características, exibindo ângulos de ligação específicos.
Ligações Iônicas são um tipo de ligação química baseada na atração eletrostática entre dois íons carregados com cargas opostas. Na formação da ligação iônica, um metal doa um elétron, devido a sua baixa eletronegatividade formando um íon positivo ou cátion. No sal de cozinha, as ligações entre os íons sódio e cloreto são iônicas. Geralmente ligações iônicas se formam entre um metal e um ametal. O átomo do ametal tem uma configuração eletrônica semelhante a de um gás nobre, quase totalmente preenchida de elétrons. Eles tem alta eletronegatividade, e facilmente ganham elétrons formando um íon negativo ou ânion. Os dois ou mais íons logo se atraem devido a forças eletrostáticas. Ligações desse tipo são mais fortes que ligações de hidrogênio, mas tem força similar às ligações covalentes.

A ligação iônica ocorre somente se a variação da energia total da reação é favorável -- quando os átomos ligados tem energia mais baixa que os átomos livres. Quanto maior a variação da energia total, mais forte se torna a ligação.
Estudos revelaram que não existe ligação iônica pura. Todas ligações iônicas tem um grau de ligação covalente ou ligação metálica. Quanto maior a diferença na eletronegatividade entre dois átomos mais iônica se torna a ligação. Compostos iônicos conduzem eletricidade quando fundidos ou em solução. Eles geralmente tem um alto ponto de fusão e tendem a ser solúveis em água.

Configuração Eletrônica de lítio e fluor. O Lítio tem um elétron
em sua camada de valência, mantido com dificuldade porque
sua energia de ionização é baixa.
O Fluor possui 7 elétrons em sua camada de valência.
Quando um elétron se move do lítio para o fluor, cada íon
adquire a configuração de gás nobre.
A energia de ligação proveniente da atração eletrostática
dos dois íons de cargas opostas tem valor negativo
suficiente para que a ligação se torne estável.

Efeitos da Polarização

Os íons em cristais de compostos puramente iônicos são esféricos, mas, se o íon positivo é pequeno e/ou altamente carregado, será distorcida a nuvem eletrônica do íon negativo.

Imagem de dois íons, por exemplo Na+ e Cl- formando uma ligação iônica.
Os orbitais eletrônicos geralmente não se sobrepõem
(i.e., orbitais moleculares não são formados), devido ao fato
de que cada íon chega ao estado energético mais baixo e a
ligação é baseada somente (teoricamente) em interações
eletrostáticas entre os íons positivo e negativo.
Essa polarização do íon negativo leva a criação de uma densidade de carga extra entre os dois núcleos atômicos, i.e., a covalência parcial. Íons negativos grandes são mais facilmente polarizados, mas normalmente o efeito só tem relevância quando íons positivos com cargas de 3+ (ex., Al3+) estão envolvidos (ex., AlCl3 puro é uma molécula covalente). No entanto, íons com carga 2+ (Be2+) ou até com carga 1+ (Li+) demonstram algum grau de polarização devido a seu pequeno raio atômico (ex., LiI é iônico mas tem algum caráter covalente).
O Grau de Polarização depende da relação de carga e do tamanho do íon, geralmente chamada de densidade de carga.

Estrutura Iônica

Compostos iônicos no estado sólido formam uma estrutura iônica contínua em um cristal iônico. A forma mais simples de cristal iônico é um cúbico simples. Nessa forma todos os átomos estão posicionados nas extremidades de um cubo. Essa célula unitária tem a massa que é a mesmo de 1 dos átomos envolvidos.
Quando todos os íons tem aproximadamente o mesmo tamanho, eles podem formar uma estrutura diferente chamada cúbica de face-centrada (onde a massa é 4 * massa atômica), mas, quando os íons tem tamanhos diferentes, a estrutura é geralmente cúbica de corpo-centrado (2 vezes a massa). Em retículos iônicos o número de coordenação se refere ao número de íons que cada retículo está ligado.

Ligações iônicas versus ligações covalentes

Em uma ligação iônica, os átomos estão ligados pela atração de íons com cargas opostas, enquanto que em uma ligação covalente, os átomos estão ligados por compartilhar elétrons. Na ligação covalente, a geometria molecular de cada átomo é determinada pelas regras da VSEPR (Valence Shell Electron Pair Repulsion Theory), enquanto que, em materiais iônicos, a geometria segue as regras do empacotamento máximo.
As ligações iônicas são ligações químicas entre átomos que possuem grande diferença de eletronegatividade.
O funcionamento desta ligação baseia-se na transferência de elétrons de um átomo para outro, sendo a causa desta transferência de elétrons a eletronegatividade, propriedade atômica de natureza eletrostática e que indica a força com a qual o núcleo atrai a eletrosfera e, assim, a força com a qual ele segura seus elétrons e tendência para adquirir outros.
Ela é formada a partir da doação de um ou mais elétrons do elemento menos eletronegativo para o mais eletronegativo, gerando assim cargas de sinais opostos em ambos os átomos, que se atraem fortemente e ficando tão próximos quanto a repulsão entre os núcleos e entre as eletrosferas permite. A força com que eles se atraem é tamanha que, para separá-los sem dissolvê-los em água (fusão), a energia necessária é suficiente para elevar a temperatura do composto para algo em torno de 700ºC ou mais. As substâncias ionicas geralmente possuem maior ponto de fusão.
Para reconhecer um composto iónico, devem-se analisar as seguintes características do mesmo:

Ponto de fusão elevado

  • Conduz corrente elétrica no estado líquido ou quando dissolvido em agua
  • Possui brilho
  • Não conduz corrente elétrica no estado sólido
  • É solúvel em água
Como exemplo de um composto iónico temos o cloreto de sódio (NaCl), vulgarmente conhecido como sal de cozinha.

Observação

Como este tipo de ligação ocorre entre elementos com grande diferença de eletronegatividade, um método prático, mas passível de exce(p)ções, é analisar se a estrutura tem um metal ligado a um ametal. Se for o caso, é grande a possibilidade desta ser uma ligação iónica. Mas o reconhecimento destas substâncias é feito em laboratório, analisando-se suas propriedades físico-químicas citadas.
Fonte: pt.wikipedia.org
LIGAÇÕES IÔNICAS

Ligação Iônica ou Eletrovalente

Ligação entre íons por fortes forças eletrostáticas em que um metal doa elétrons para um não-metal, formando cátion (íon positivo) e ânions (íon negativo), respectivamente. Os compostos iônicos (aqueles que apresentam ligação iônica) são eletricamente neutros.
Exemplo: ligaçãoentre alumínio e oxigênio
Note que o número de átomos do metal pode ser diferente do não-metal, pois o total das cargas dos cátions deve ser igual a dos ânions.
Fórmula de Lewis: representa os elementos pelos elétrons da última camada (elétrons de valência).
Características dos Compostos iônicos: em condições ambientes, são sólidos, cristalinos, duros, com elevados pontos de fusão e ebulição. No estado sólido, não conduzem eletricidade, mas quando fundidos ou em solução aquosa, são bons condutores, pois os íons ficam livres para se moverem.
Fonte: www.ficharionline.com
LIGAÇÕES IÔNICAS
Uma ligação iônica envolve forças eletrostáticas que atraem íons de cargas opostas. Esse tipo de ligação geralmente ocorre entre um átomo ou agrupamento de átomos que tem tendência a ceder elétrons e um átomo ou agrupamento de átomos que tem tendência a receber elétrons. Os compostos iônicos em geral apresentam altos pontos de fusão e ebulição, são sólidos duros e quebradiços e solubilizam-se facilmente em solventes polares.
Podemos exemplificar a ligação iônica com um caso típico entre dois átomos hipotéticos - um metal M e um ametal X: como M é um metal, sua energia de ionização é baixa, isto é, é necessário pouca energia para remover um elétron do átomo M. A perda de um elétron por um átomo leva à formação de um íon positivo (cátion). Por outro lado, como X é um ametal, sua afinidade eletrônica é negativa, isto é, possui uma grande tendência em ganhar elétrons e formar um íon negativo (ânion). Se estes processos são interligados, ou seja, se o elétron perdido por M é ganho por X, então todo o processo pode ser representado por:
M M+ + e-
Cl + e- Cl -
M + X M+ + Cl -

A formação de um composto iônico

A energia de ionização e a afinidade eletrônica são estabelecidas partindo de átomos isolados, no estado gasoso. No entanto, os processos que envolvem a formação de íons gasosos geralmente não são encontrados. Assim, vamos considerar a formação de cloreto de bário a partir dos estados físicos em que as substâncias bário e cloro são normalmente encontradas.
Os processos envolvidos podem ser sintetizados num esquema denominado ciclo de Born-Haber. Veja:
  • DHs - Entalpia de sublimação
  • DHd - Entalpia de dissociação
  • DHei - Energia de ionização
  • DHae - Afinidade eletrônica
  • DHUo - Energia reticular
A etapa em que se cristaliza o cloreto de bário é altamente exotérmica, e a energia reticular liberada (DHUo) constitui a força motriz responsável pela formação de BaCl2 sólido a partir de seus elementos no estado natural.
Fonte: www.geocities.com
LIGAÇÕES IÔNICAS

Tipos de ligações

Os átomos podem adquirir uma configuração eletrônica estável de três maneiras: perdendo, recebendo ou compartilhando elétrons.
Os elementos formados por uma destas maneiras recebe uma classificação:
  • elementos eletropositivos, cujos átomos perdem um ou mais elétrons com relativa facilidade
  • elementos eletronegativos, que tendem a receber elétrons
  • elementos com reduzida tendência em perder ou receber elétrons.
Dependendo do caráter eletropositivo ou eletronegativo dos átomos envolvidos, três tipos de ligações químicas podem ser formadas.

Ligação Iônica

Ligação iônica ou eletrovalente é a atração eletrostática entre íons de cargas opostas num retículo cristalino. Esses íons formam-se pela transferência de elétrons dos átomos de um elemento para os átomos de outro elemento.
Para se formar uma ligação iônica, é necessário que os átomos de um dos elementos tenham tendência a ceder elétrons e os átomos do outro elemento tenham tendência a receber elétrons.
Quando os átomos de dois elementos A e B têm ambos tendência a ceder ou a receber elétrons, não pode se formar uma ligação iônica entre eles.
Os átomos com tendência a ceder elétrons apresentam um, dois ou três elétrons na camada da valência; são todos átomos de metais, com exceção dos átomos de H e He. Os átomos com tendência a receber elétrons apresentam quatro, cinco, seis e sete elétrons na camada da valência; são os átomos dos não-metais e do H.
Uma ligação iônica forma-se entre um metal e um não-metal ou entre um metal e o H. Os elétrons são transferidos dos átomos dos metais para os dos não-metais ou do H.
Os átomos dos metais, cedendo elétrons, transformam-se em íons positivos ou cátions, e os átomos dos não-metais ou do H, recebendo elétrons, transformam-se em íons negativos ou ânions.
Todo ânion monoatômico tem configuração estável, semelhante à de um gás nobre, porque, na formação do ânion, o átomo recebe exatamente o número de elétrons que falta para ser atingida a configuração estável.
Nem todo cátion monoatômico tem configuração estável. O átomo, ao ceder os elétrons de sua camada da valência , nem sempre fica com configuração estável.
Os cátions dos metais alcalinos e alcalino-terrosos, bem como o cátion de alumínio, têm configurações estáveis. Os cátions dos metais de transição não têm, em sua maioria, configuração estável.
Valência é o poder de combinação dos elementos. O conceito de valência foi criado por Berzelius, em 1820.
Eletrovalência é a valência do elemento na forma iônica. É igual à carga do seu íon monoatômico.

Ligação Covalente

Ligação covalente é um par de elétrons compartilhado por dois átomos, sendo um elétron de cada átomo participante da ligação.

Ligação Dativa

Ligação dativa ou coordenada é um par de elétrons compartilhado por dois átomos, no qual os dois elétrons são fornecidos apenas por um dos átomos participantes da ligação. Forma-se quando um dos átomos já tem o seu octeto completo e o outro ainda não.

Ligação Metálica

Ligação metálica é constituída pelos elétrons livres que ficam entre os cátions dos metais (modelo do gás eletrônico ou do mar de elétrons). Os metais são constituídos por seus cátions mergulhados em um mar de elétrons.
A ligação metálica explica a condutividade elétrica, a maleabilidade, a ductilidade e outras propriedades dos metais.
Eletronegatividade de um elemento é uma medida da sua capacidade de atrair os elétrons das ligações covalentes das quais ele participa.
Quanto maior for a capacidade de um átomo de atrair os elétrons das ligações covalentes das quais ele participa, maior será a sua eletronegatividade.
Ligação covalente polar é aquela que constitui um dipolo elétrico. Forma-se quando as eletronegatividades dos elementos ligados são diferentes.
Ligação covalente apolar é aquela que não constitui dipolo elétrico. Neste caso, as eletronegatividades dos átomos ligados são iguais.
Poucas ligações são totalmente iônicas, covalentes ou metálicas, existindo na maioria das vezes uma ligação intermediária entre estes três tipos de ligações, onde haverá características de duas delas ou até mesmo das três.
Fonte: www.mundodoquimico.hpg.ig.com.br

Ligações químicas - 1° ano

Alguns compostos não precisam ter oito elétrons na camada de valência para atingir a estabilidade, são por isso considerados exceções à Regra do Octeto. Aprenda agora por que alguns elementos escapam da obrigação de ter um octeto de elétrons na última camada.

Berílio (Be)

É uma exceção à Regra do Octeto porque é capaz de formar compostos com duas ligações simples, sendo assim, estabiliza-se com apenas quatro elétrons na camada de valência.



Como o hidrogênio (H) precisa ceder dois elétrons para realizar a ligação (H ― Be ― H), o átomo de Berílio (Be) compartilha seus elétrons e atinge a estabilidade.

Alumínio (Al)

É uma exceção à Regra do Octeto porque atinge a estabilidade com seis elétrons na camada de valência. O átomo de Alumínio tende a doar seus elétrons e assim pode formar três ligações simples com outros átomos:



Neste caso, o Alumínio (Al) formou três ligações com três átomos de Flúor (F).

Boro (B)

Forma substâncias moleculares com três ligações simples.



Repare que o Boro (B) tem a tendência de doar seus elétrons para os átomos de Flúor (F), este sim obedece à Regra do Octeto, necessitando de oito elétrons na camada de valência. Como o Boro cede seus elétrons, o flúor se estabiliza com o Octeto formado.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

curiosidades

*Se ficares a gritar por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terás produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.
*Se te peidares constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.
*O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de 10 metros.
*O orgasmo de um porco dura 30 minutos.
*Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça até morrer de fome.
*Bater a cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.
*O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.
*A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.
*Alguns leões se acasalam até 50 vezes num dia.
*As borboletas sentem o gosto com os pés.
*O músculo mais forte do corpo é a língua.
*Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.
*Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.
*A urina dos gatos brilha quando exposta produz luz negra.
*O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.
*Estrelas-do-mar não têm cérebros.
*Ursos polares são canhotos.
*Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Organelas


Citoplasma, o interior da célula e suas organelas.

Citoplasma, o interior da célula e suas organelas.



O citoplasma é constituído por um material mais ou menos viscoso , chamado hialoplasma que preeche o citossomo (espaço interno da célula compreendido entre a membrana plamática e a carioteca ou cariomembrana) . Nele estão mergulhadas estruturas consideradas vivas, os orgânulos do citoplasma ou organelas citoplasmáticas, com funções específicas e que desempenham papéis importantes na vida da célula. Citoesqueleto são fibras de proteínas finíssimas no hialoplasma, dando forma antômica a célula.


O Hialoplasma - Quimicamente o hialoplasma é constituído de água e moléculas de proteína, formando uma dispersão que os químicos chamam de colóide. A região mais externa do citoplasma é o ectoplasma que é bastante viscoso. A parte interna do hialoplasma é o endoplasma ou citosol que é mais fluida e característica de colóide no estado de sol.


Organelas Celulares

Centrossomo
Participa da orientação dos cromossomos para os pólos da célula durante o processo mitótico, é encontrado smente em células animais, durante a intérfase torna-se reduzido apenas ao centríolos. Compõe-se de centíriolos, microcentro, centrosfera e áster.

Centríolos

Estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a reprodução celular - formando o fuso acromático que é observado durante a divisão celular.Apresenta-se em formação de 9 jogos de 3 microtúbulos dispostos em círculo, formando uma espécie de cilindro oco.
Mitocôndria
Função: fundamental importância no processo de respiração celular e no fornecimento de energia a partir da quebra da glicose. O fornecimento de energia provém do ciclo de Krebs, que ocorre no interior das mitocôndrias, onde a partir de uma molécula de glicose, se formam 38 ATPs, CO2 e H2O. Além disso, é na membrana mitocondrial interna que ocorre o sistema transportador de elétrons, que também fornece ATP.

Constituição: principalmente proteínas e lipídeos. Também há DNA, RNA, magnésio e cálcio. O DNA é composto de filamentos duplos e circulares. Quanto ao RNA, existe o rRNA, mRNA e o tRNA.

Estrutura: geralmente são alongadas e de tamanho e distribuição variáveis. São encontradas dispersas no citoplasma. A quantidade de mitocôndrias está diretamente relacionada com a necessidade de energia. Quanto maior a necessidade de energia, maior será o número de mitocôndrias encontradas no local, por exemplo, a cauda do espermatozóide, o fígado e o músculo estriado cardíaco. Microscopicamente as mitocôndrias apresentam duas membranas lipoprotéicas, uma membrana localiza-se mais externamente e a outra mais internamente em relação à estrutura da mitocôndria. A primeira é permeável, lisa e contém purinas, enquanto que a segunda é semipermeável e contém cristais mitocôndrias, citocromos e enzimas usadas na produção de energia. O espaço entre essas membranas é o espaço intermembranoso. O espaço interno, limitado pela membrana interna é a matriz mitocondrial. É na matriz que existe a maioria das enzimas usadas na B oxidação e no ciclo de Krebs.


Ribossomo

Função: síntese protéica.


Estrutura: existem dois tipos de ribossomos, um presente nos seres procariontes, cloroplastos e mitocôndrias e outro nos eucariontes. Os ribossomos são compostos por duas subunidades de tamanhos diferentes, que depois de prontas se separam e saem do núcleo pelo poro nuclear, passando para o citoplasma. Quando o ribossomo está disperso no citoplasma, recebe o nome de ribosoma livre e quando está aderido à superfície externa das estruturas membranosas, é chamado de ribosoma aderido.

Constituição: compostos de quatro tipos de rRNA e 80 proteínas diferentes associadas, as quais unem-se para formar uma estrutura globular condensada.


Reticulo Endoplasmático.

Funções: transporte. O retículo endoplasmático rugoso (RER) participa principalmente da síntese de esteróides e de outros lipídios, aos quais são destinados à exportação ou ao uso intracelular por organelas, como por exemplo, pelos lisossomos. O retículo endoplasmático liso (REL) participa da síntese de proteínas, mas suas funções variam de acordo com a célula em que ele se encontra, veja os exemplos a seguir. No fígado, o REL é responsável pelos processos de conjugação, oxidação e metilação. Já na glândula supra- renal, ele participa da produção de esteróides, pois ele contém algumas enzimas fundamentais para essa produção hormonal, enquanto que nas células musculares esqueléticas ele participa da ativação do cálcio e da contração muscular. Outra função é a síntese de fosfolipídios para todas as membranas celulares.

Estrutura: existem dois tipos: o RER e o REL. O RER está presente maior número nas células especializadas na secreção de proteínas, por apresentar ribossomos. Já o REL, não apresenta ribossomos e sua membrana se dispõe sob a forma de túbulos, formando um sistema mais tubular.

Constituição: ambos por uma rede de túbulos e por vesículas redondas e achatadas intercomunicantes.


Aparelho de Golgi.


Funções: completar as modificações pós-tradução, empacotar e colocar um endereço nas moléculas sintetizadas pela célula, fazer hidrólise de lipídios, terminar o processo de glicosilação, de fosforilação e de sulfatação e separar proteínas.

Estrutura: conjunto de vesículas achatadas e empilhadas que geralmente se localizam em uma determinada região do citoplasma. O tamanho e o desenvolvimento da organela são variáveis.
Constituição: as proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso são transferidas para o Aparelho de Golgi, onde se fundem com as membranas. No Aparelho de Golgi, o produto secretado é condensado em vesículas grandes, formando os grânulos de secreção.


Lissosomos


Funções: digestão intracitoplasmática, renovação das organelas celulares, e metabolização de diversas moléculas. As substâncias do meio extracelular entram na célula através dos fagossomos. No interior da célula, o fagossomo se funde com o lisossomo primário. O processo de digestão inicia dentro de outro vacúolo, o lisossomo secundário.

Estrutura: vesículas delimitadas por membrana. Estão presentes em quase todas as células, mas em maior quantidade nos macrófagos. Geralmente são organelas esféricas e com aspecto granuloso.

Constituição: contém enzimas lisossômais (como: fosfatase ácida, glicuronidase, sulfatase, ribonuclease e colagenase) que variam com a célula. Estas enzimas são sintetizadas e segregadas no REG, transportas para o Aparelho de Golgi, onde são empacotadas, formando os lisossomos primários.

Peroxissomos


Funções: oxidar substâncias orgânicas, prozudir peróxido de hidrogênio, participa da b-oxidação, exporta acetil-CoA para o citossol, participa da síntese de ácidos biliares e de colesterol.

Estrutura: esféricas, envolvidos por membrana. Ele se divide por fissão.
Constituição: enzimas como a catalase, a urato oxidase e a D-aminoácidos e não possuem DNA e RNA. A catalase é uma enzima muito importante, pois ela oxida substâncias tóxicas ao organismo, inclusive o álcool etílico.


Cloroplastos

Os plastos ou plastídeos é um grupo de organelas específicas de células vegetais e algas, que possuem características semelhantes com as mitocôndrias como: membrana dupla, DNA próprio, RNA e proteínas.Os plastos desenvolvem-se a partir de proplastídeos, que são organelas pequenas presentes nas células imaturas dos meristemas vegetais e desenvolvem-se de acordo com as necessidades da célula, surgindo diferentes tipos de plastos como: os cromoplastos (que contêm pigmentos), os leucoplastos (sem pigmento), etioplastos (que se desenvolvem na ausência de luz), amiloplastos (que acumulam amido como substância de reserva), proteoplastos (que armazenam proteína) e os oleoplastos (acumulam lipídeos).


Funções.

Realização do processo de fotossíntese.


Estutura.

Apresenta-se na forma alongada, delimitado por dupla membrana,contendo em seu interior inúmeras lâminas paralelas denominadas lamelas de constituição lipoproteica,separadas por um estroma (espaço interno do cloroplasto) onde é encontrada a clorofila.Depositadas sobre a lamela estão os tilacóides (bolsas esféricas) que se empilham formando o Grana. A estrutura granum-lamelar não é observada nos cloroplastos das algas.


Microtúbulos


Funções: oferecer rigidez na forma das células, manter os prolongamentos celulares, dar simetria à célula, servir de suporte para as células na locomoção, servir como base morfológica para centríolos, cílios, flagelos e corpúsculos basais.

Estrutura: formado por treze subunidades de a e b tubulina, chamadas de herodímero. Organizadas em forma de espiral e com comprimento e estabilidade variáveis. Possuem eventuais comunicações entre um microfilamento e outro. A parte central do microtúbulo é denominada de axonema.

Constituição: depende do local. Miosina no músculo estriado. No restante das células, em geral, são constituídos por filamentos finos de actina e filamentos grossos de miosina associados às organelas. Também outras proteínas são visualizadas nos filamentos intermediários, que são constituídos por queratinas, por vimentina, por desmina, por proteína fibrilar ácida da glia e por proteínas dos neurofilamentos.

Vacúolos digestivos.


Fagossomos e pinossomos, que contém material capturado do meio pela célula, fundem-se com lisossomos, originando bolsas membranosas chamadas vacúolos digestivos. As enzimas lisossômicas digerem as substâncias capturadas, quebrando-as e reduzindo-as a moléculas menores. Estas atravessam a mesma membrana do vacúolo digestivo e saem para o citosol, onde serão utilizadas como matéria-prima ou fonte de energia para os processos celulares.
Eventuais restos da digestão, constituídos por material não-digerido e enzimas, permanecem dentro do vacúolo, agora denominado vacúolo (ou corpo) residual. Este expulsa o conteúdo da célula por clasmocitose.

Vacúolos autofágicos e heterofágicos


Partes da célula, como, por exemplo, organelas velhas e desgastadas são constantemente atacadas e digeridas pela atividade lisossômica. Dessa forma, seus componentes moleculares podem ser reaproveitados. Os lisossomos fundem-se em torno de uma parte celular a ser digerida, formando uma bolsa membranosa chamada vacúolo autofágico (do grego autós próprio, e phagos, comer). Essa denominação ressalta o fato de o material digerido no vacúolo ser uma parte da própria célula. Quando o material digerido vem de fora da célula, capturado por fagocitose ou pinocitose, fala-se em vacúolo heterofágico (do grego heteros, outro, diferente).

Cílios e Flagelos
Os cílios e flagelos são flexíveis prolongamentos da membrana celular, que variam de comprimento, sendo responsáveis pelo movimento de células como o espermatozóide e organismos unicelulares como o Paramecium.

Questões de Biologia 1°ano


01) Reticulo Endoplasmático Liso
tem como função:
a) Síntese de lipídios
b) Síntese de proteínas
c) Produção de muco
d) Permitir o processo de
fotossíntese.

02 - De acordo com as organelas
celulares, assinale a ÚNICA
alternativa que a estrutura celular
corresponda com sua função:
a) Os peroxissomos possuem
enzimas que têm a função de
converter água oxigenada em
água e oxigênio.
b) Retículo Endoplasmático
Rugoso tem como função a
síntese de lipídios e hormônios.
c) Ribossomo é a estrutura
responsável pelo processo de
fotossíntese.
d) O lisossomo forma proteínas.

04 - Qual organela que tem como
função: organizar o aparelho
mitótico das divisões celulares e
dá origem a cílios e flagelos?
a) Lisossomo
b) Ribossomo
c) Complexo golgiense
d) Centríolos.

05 - As funções de digestão
intracelular, respiração celular e
fotossíntese são desempenhadas,
respectivamente, por estruturas
denominadas:
a) Complexo Golgiense, cloroplasto
e retículo endoplasmático.
b) Lisossomos, retículo
endoplasmático e complexo
golgiense.
c)Lisossomos, mitocôndrias e
cloroplasto
d) complexo golgiense. Mitocôndria
e lisossomo.

06 - A membrana plasmática,
apesar de invisível ao microscópio
óptico, está presente:
a) Em todas as células, seja ela
procariótica ou eucariótica;
b) Apenas nas células animais;
c) Apenas nas células vegetais;
d) Apenas nas células dos
eucariontes.

07 - A respeito da constituição
celular marque a alternativa
correta:
a) A membrana é uma estrutura
lipoprotéica que funciona como
uma barreira seletiva entre o meio
externo e o citoplasma.
b) A parede celular existe tanto em
células vegetais quanto animais.
c) O núcleo é uma organela
obrigatória em todas as células
vivas.
d) Os plastos são organelas
citoplasmáticas, pigmentadas ou
não, presente somente nas algas.

09 - As células animais diferem das
células vegetais porque estas
contêm várias estruturas e
organelas características. Na lista
abaixo, marque a organela ou
estrutura comum às células
animais e vegetais.
a) membrana celular
b) parede celular
c) centríolo
d) cloroplastos